quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tinha um cara...

Tinha um cara, de apelido Margarida, que levava uma vida muito curiosa. Trabalhava em uma floricultura, próximo ao velório e cemitério da cidade. Andava com roupas muito brancas, era atencioso e gentil com as pessoas.
Mas Margarida escondia um segredo.
Ele observava e registrava todos os enterros ocorridos no cemitério ao lado. Depois de mais ou menos três dias, ele saltava o muro e caminhava entre as lápides procurando o defunto recém coberto. Sutilmente ele desencavava o caixão e serrava as duas mãos do pobre morto, colocando-as depois em um saco plástico. Após isso, voltava a enterrar o caixão, de modo que ninguém percebesse o feito.
Toda manhã, Margarida, utilizando um liquidificador potente, batia com leite uma das mãos exumadas e bebia tudo com graça e felicidade.
Era obvio que Margarida tinha problema mental e um refrigerador cheio de mãos.

7 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

não captei a perspicácia da colocação, amado mestre.

Mateus Henrique Zanelatti disse...

É uma historinha simples, mestre. Nada por trás disso. É o que é.

::)

Mateus Henrique Zanelatti disse...

É uma historinha simples, mestre. Nada por trás disso. É o que é.

::)

Mateus Henrique Zanelatti disse...

É uma historinha simples, mestre. Nada por trás disso. É o que é.

::)

Mateus Henrique Zanelatti disse...

MALDITO BOTÃO QUE NÃO FUNCIONA!

Teka Montenegro disse...

Eu gostei! Tipo "imagine o resto"!

bella ferraro disse...

"Margarida" é ótimo!

És mesmo um piadista :)