sábado, 7 de novembro de 2009

Memórias

No primeiro ano da faculdade, eles haviam construído classes novas para a turma da engenharia. As classes ficavam em um canto afastado do restante da faculdade, praticamente no meio do mato. Era verão, a sala não tinha ar condicionado, a solução era deixar a janela aberta. Então vieram os insetos.
Os insetos invadiam as classes toda a noite, atraídos pelas luzes da sala. Eram pequenos grilos, mariposas, besouros e outros mais. Mas a maioria não incomodava, era um “que” a mais no meio dos estudos. Logo depois de três semanas de aula, o coordenador da Engenharia Mecânica veio se apresentar à sala. Em certo momento ele disse: “Se vocês tiverem alguma reclamação ou problema é só me procurarem”. Então um guri ergueu a mão e disse exatamente assim. “Senhor coordenador, a sala tem muitos insetos.” O jeito que ele disse isso foi muito engraçado, a classe toda desatou a gargalhar, e o garoto acabou ganhando um apelido que perdura até hoje: Barata.
Agora já no quinto ano, eu olho para trás e me recordo desses fatos, imediatamente um sorriso se abre em meu rosto.
Ah, também colocaram telas nas janelas, por causa dos insetos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Perguntas e respostas

O garoto: 28/10/09 - 8h21

A cada e-mail, a cada foto enviada, em todo momento que você me vem a cabeça (e são muitos) eu fico cada vez mais apaixonado. Mesmo tendo te visto apenas uma vez, mesmo tendo sentido seu perfume apenas uma vez, mesmo tendo a oportunidade de encarar seus olhos apenas uma vez, eu estou apaixonado. É possível sentir isso a essa distância? É possível morrer de amores por uma foto? Perder algumas horas de sono criando cenários onde eu e você estamos juntos? Tendo conversas imaginárias, onde é bem possível que se tornem reais em um futuro próximo, pois sinto que temos essa afinidade e compartilhamos os mesmos sentimentos e valores. Eu posso esperar, pois tenho a esperança de que um dia possa sentar com você em um banco rústico de madeira, debaixo de uma frondosa árvore projetando sua sombra sobre nós e eu com toda sinceridade possa dizer: eu te amo.
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Sinceramente...


A garota: 28/10/09 - 16h37

Espero que pessoalmente você não me emocione assim, odeio me emocionar na frente das pessoas. Meu nariz fica vermelho.
Olha que coisa mais instigante, eu sempre penso em nós dois num bar bebendo e rindo de coisas do dia-a-dia, de você comendo um hambúrguer até não aguentar mais e eu te dizendo que tem muita gente passando fome que queria esse hambúrguer, daí você me diz "fique à vontade" ¬¬ Penso também em nós dois na praia (de noite) olhando as ondas e você me faz uma pergunta que quando eu vou dar a resposta o pensamento se esvai e eu esqueço o que estava pensando e percebo que foi apenas uma lembrança de algo que ainda não aconteçeu.
Penso até em nós dois andando de moto eu te dizendo pra não correr e você rindo e achando engraçado o meu medo disfarçado.
Eu acredito em você e sei que em breve todos esses pensamentos serão concretizados e quando nós estivermos juntos e eu sentir a impressão de um de-javu(sei lá como escreve) eu vou ter certeza que isso foi o que eu sempre quis, mas por enquanto eu vou pensando e planejando mais momentos agradáveis com você do meu lado.

Beijo s2

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ausência temporária para esclarecimento da mente

Não escrevo nada a meses...
Acho que só volto daqui a uns meses...
Mas pelo menos eu estou me divertindo!


Oktoberfest, 2009.
Bem que podia ser uma loira com olhos azuis nessa foto, e não o Nê. hehehe

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Jed Gonzales

O conto abaixo foi escrito por duas pessoas, um pedacinho cada. Uma pessoa sou eu e a outra é a superescritoraromancista Jéssica, que pode ser visitada aqui: http://maquinadeescreveronline.blogspot.com/
Mas como eu disse a ela, não gostei muito do resultado. ::)
O conto:


Jed Gonzales subiu quase que se arrastando pelas escadas até seu apartamento. Procurou as chaves em seus bolsos e depois de algum tempo conseguiu abrir a porta. Jogou seu paletó em um canto e andou até a cozinha, abriu uma porta do armário e retirou uma garrafa de uísque, serviu uma dose generosa em um copo e bebeu rapidamente. O mundo parou por um instante e ele se sentiu bem, após a sensação passar ele se serviu de outra dose e caminhou lentamente até a sala, esperando realmente que o sujeito do sofá tivesse ido embora, mas ele continuava lá. Jed desabou na outra ponta do sofá e os dois se encararam.
- Jed, amigão. Como foi seu dia? – Disse o sujeito.
- ...
- Vamos lá, você pode conversar comigo, não tem ninguém olhando.
- Você não existe. – Sussurrou Jed entre os dentes.
Levantou-se do sofá e bebeu o resto do uísque, deixando o copo na mesinha ao lado. Depois foi ao banheiro, lavou o rosto e se encarou no espelho. Com o canto do olho viu que o sujeito o observava.
-Você me prometeu que iria embora. –disse Jed, ainda olhando o sujeito pelo canto dos olhos.
-E você prometeu que me traria o dinheiro. –respondeu o sujeito, aproximando-se lentamente de Jed.
-Já cansei de lhe dizer que o dinheiro não existe!!! –gritou Jed, desesperado. –Nem o dinheiro, nem você!!!
-Existe sim, Jed. –respondeu o sujeito, sem aumentar o tom de voz. –Quando éramos pequenos, vivíamos falando dele e nós...
-Nós, nós...! Não existe nós! –Jed irritava-se cada vez mais.
-Claro que existe, meu caro!
-Eu nem ao menos sei quem é você...
-Claro que sabe.
Jed fitou o sujeito por alguns minutos, até que por fim seus olhos arregalaram e ele se lembrou.
Lembrou de uma época que por pouco não desaparecera completamente de sua memória. Ele ainda era criança e morava em uma cidade distante, sua família era muito pobre e violenta. Jed levava surras diárias por motivos fúteis. Andava sempre sozinho, não procurava ter amigos por medo de que perguntassem de onde vinham os hematomas pelo corpo.
Foi nessa época que ele apareceu. Ele surgiu de algum canto e de repente já eram amigos inseparáveis. Contavam histórias bestas de crianças e elaboravam grandes planos para serem milionários no futuro. Mas estavam sempre juntos apenas quando não tinha alguém por perto.
Cresceram assim, felizes. Jed cuidava da ação e o amigo dava as dicas.
Na adolescência, fugiram juntos para a cidade começaram a prosperar. Foi nessa época que ele começou a sentir que havia algo errado com sua cabeça, algo fora do comum estava acontecendo, uma coisa que ele não via nas outras pessoas. Um conhecido sugeriu um psicólogo e Jed foi. Suas suspeitas estavam corretas, seu amigo nunca existira, Jed era escravo da própria consciência. Mas mesmo não existindo, o amigo estava lá. Começaram as brigas e discussões, Jed queria se livrar do amigo, mas ele não ia embora.
E então, certo dia, após uma tarde de bebedeira pesada e alucinações, a porta do elevador abriu, mas o elevador não estava lá. Jed caiu 6 andares.
Caiu de 6 andares e entrou em coma. Por 7 meses. E quando todos os médicos já haviam desistido do pequeno Jed, ele retornou, lúcido, querendo saber onde estava.
Após horas e horas de explicações, Jed ficou chocado com o que lhe acontecera. Infelizmente não se lembrava do que havia acontecido antes do acidente. Até que, ele apareceu.
O infortunado amigo estava como sempre, querendo o tal dinheiro que Jed nunca conseguira arrumar.
Jed então teve uma idéia. Processaria a empresa de elevadores para ver se conseguia alguma indenização. E se obtivesse bons resultados, abriria uma conta conjunta em um banco. Para ele... e para o amigo. O único amigo na vida de Jed.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Para meu grande Amigo

Dia de estreia no blog, VIDEO!
Esse é dedicado ao meu grande amigo André, ou Andresão para os mais chegados. Um cara que tem as dimensões de 2m x 2m, mas é uma moça por dentro.
Abração amigo!

video

Luciano Pavarotti, o segundo melhor cantor do mundo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Adeus aos reis

Sentados, comovidos, vemos os reis passarem, sem brilho ou mesmo alguma paixão em seus olhos. Cabisbaixos. Suas mãos secas e cheias de anéis apalpam os bolsos vazios de seus casacos agora sem brio, veludos e sedas mortas acomodam-se nos ombros, onde outrora carregavam o mundo. As costas vergadas pelo tempo clamam por descanso, talvez eterno, que tanto merecem. Em tempos remotos eram altos e imponentes, olhares fulminantes e mãos fortes que torciam o aço, teciam a lei e forjavam os homens. Agora pedaços de ossos cobrem seus caminhos. Um ou outro olha para o lado, seu olhar vago procura alguma coisa que não está ali. Sentimo-nos estranhos com essas visões, antes os clamava agora a pena toma conta de nossa alma. Entristecidos estão alguns entre nós, e há aqueles que se arrastam seguindo a comitiva de reis em declínio. Uma brisa desce das montanhas o frio nos faz esfregar as mãos e o ar entra estrangulado pelo peito, já se vê o sol baixo no horizonte. O que pensam esses nobres ao verem seu antigo povo vendo-os trilharem esse caminho que os leva a perpétua desolação? Sentem que ainda há alguém a quem os chamam de reis? Um a um abandonam os últimos laços que os unem ao reino, reino este que já foi fabuloso, agora é uma sombra de MENTIRAS. Os vemos desaparecerem até que o último ao olhar para traz exprime seu derradeiro pesar. E assim, finalmente damos adeus aos reis.


Nota do infeliz apaixonado: Esse "conto" veio do meu antigo blog. Não tenho conseguido escrever (e nem desenhar) nada ultimamente, só consigo pensar em TCC TCC TCC TCC TCC.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Nikola Tesla e o vegetarianismo

Em entrevista para o "Century Illustrated Magazine", publicada em Junho de 1900 sob o título "The Problem of Increasing Human Energy", Nikola Tesla declarou ter se tornado vegetariano por:

• considerar errado consumir carne animal, criada a um custo mais alto que o necessário para o cultivo de vegetais, quando grande parte da população passa fome;
• considerar os alimentos de origem vegetal "superiores à carne tanto quanto a performance mecânica quanto à mental";
• perceber o abate dos animais como uma crueldade.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tira n°8 - A vida do rato

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Tira n°7 - Cano longo

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um pouco de "política"

A Epopéia de John Hill rumo à presidência 2010