segunda-feira, 12 de julho de 2010

O mar, o sol, cerveja

Olhei para direita, havia uma igreja ali, paredes amarelas e um sino na torre. Não me interessei muito. Continuei andando a passos rápidos, observando o lugar, mas não memorizando. Só quando estava cansado parei.
Era um tipo de uma praça a beira mar. Havia um boteco vendendo cerveja e outras biritas. Tinha umas mesas velhas de madeira, bancos brancos de ferro fundido; paguei por uma cerveja e sentei.
O mar, o sol, o céu, o mar, o sol, o céu. Porra, cacete, meu Deus! Isso é que é vida.
Uma ou duas horas se passaram, e eu ali, vivendo.
Uma garota se aproximou.
- Olá, você pode tirar uma foto minha, por favor?
- Que?
- Você não fala alemão?
- Desculpa, não estou entendendo.
- Inglês? Você fala?
- Você quer que eu tire uma foto sua?
- É surpreendente que nem inglês você fale.
- Você tem olhos lindos, de que país você é?
- Como é?
- Como é?
Peguei a câmera da mão dela e tirei duas fotos.
- Obrigada.
- De nada, você quer tomar uma cerveja?
- Ahm?
- Cerveja, beer?
- Obrigada, eu não bebo.
- Vou pegar um copo para você.
Eu saio da sua frente e vou até o balcão do buteco pegar uma copo. Ao voltar à mesa ela já foi embora.
- Gringa filha da puta. Pelo menos era gostosa. – Resmungo para o sol, o céu e o mar ouvir.

2 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

se fosse sueca talvez o rumo fosse outro...

até Mané Garrincha tem neto sueco.

até a Marta já trouxe logo duas suecas duma vez pra conhecer Dois Riachos, terra interessante, né?

=D
Marcos

bella ferraro disse...

"Cerveja, beer?" Pô, hilário!